O Amazonino existe. Eu o vi, de pertinho, no dia da sua posse no Teatro Amazonas.
Eu e centenas de pessoas, ilustres e anônimas. Ele estava lá. Elegante com seu terno azul-marinho.
Não é todo dia que participamos de uma posse tão ilustre. Afinal, sir Amazonino Mendes, após alguns anos longe do poder público, voltou com a glória devida.
Antes do juramento do prefeito, os vereadores, novos e antigos, foram convidados a fazer o sagrado juramento e assinar o livro de posse.
Cada figura. Teve vereador que se comportou direitinho, falou direitinho. Outras nem tanto. Gritar o juramento é uma blasfêmia. Isso não é formatura, excelência! Respeite pelo menos seus eleitores, que claro, não estavam presentes no ato.
Mas eu estava e vi. E ouvi, atrás de mim, quando um fotógrafo elegeu a musa da câmara. Aquela que lota sessão só de subir no púlpito. Será? A digníssima senhora não é apresentadora de televisão, nem miss ou filha de algum empresário importante. É uma quase desconhecida.
Mas o apresentador estava lá. Quer dizer, os apresentadores. Muito bem apanhados. Sorriso nos lábios. Posição de autoridade. Como diz o Obama: – Yes, I Can! Sim, eu posso! E como pode! Mas como pode?
Foi uma cerimônia simples, mas expressiva. Amazonino fez um discurso sucinto e seguro.
Rodeado por adversários políticos, cabos eleitorais, vereadores da oposição, o bom menino voltou. Os próximos quatro anos prometem.
Estamos esperançosos, afinal, é o destino de uma cidade inteira.
De milhares de pessoas, que acreditaram e votaram.
