Blog para Acadêmicos de Jornalismo

Cabelo, cabeleira…

Lembro muito bem de quando eu tinha minhas madeixas loiras.

Foi um bom tempo,mas como sempre certos padrões hipócritas de nossa sociedade me fizeram adotar os cabelos na cor natural.

O interessante é que apesar do meu currículo ser recheado com experiências e ótimos cursos profissionalizantes

a cor dos meus cabelos falou mais alto em três entrevistas para emprego e uma para estágio.

Sim, acredite ou não, a cor dos meus cabelos foi o motivo principal

para eu não entrar novamente no mercado de trabalho ano passado.

Mas até que ponto a capacidade profissional de um indivíduo

pode ser medido pela cor dos seus cabelos?

Pelo visto essa linha de pensamento

não ocorre apenas no nosso amado Brasil.

No Reino Unido, duas estudantes estão sendo ameaçadas

de serem expulsas da escola por terem tingido os cabelos de loiro.

Raegan Booth,16, e Aby Western,15, estudam na Escola Rednock

e estão sendo confrontadas pelo diretor da instituição, David Alexander.

O diretor afirma que as duas adolescentes

estão infringindo o estatuto de normas que rege a instituição de ensino.

A noticia foi publicada no Daily Mail e a causa ganhou destaque nos principais impressos e jornais televisivos do mundo.

Raegan diz que não está indo contra norma alguma

pois não consta no estatuto de conduta da escola sobre tonalidade capilar de aluno algum.

Ela se mantem irreversível juntamente com a amiga

diante da imposição do diretor que as quer ver com os cabelos no tom natural ( castanho).

Em protesto, o pai de Aby diz que isso passa a ser um absurdo

pois as duas são ótimas alunas e não baderneiras que quebram as regras e perturbam a ordem pública.

Concordo que para determinadas empresas,

até mesmo pela estética mais séria e de cunho mais social,

o trabalhador deve adotar vestimentas e cabelos mais de acordo.

Mas uma coisa que nunca deve acontecer

é fechar as portas de escolas,

empresas ou outros lugares baseando-se nas cor dos cabelos,

tom de pele ou outras dessas desculpas deslavadas

que usam para não dar oportunidade para quem quer uma vaga.

Tingidos, compridos, lisos ou ruins… Cabelos não medem a capacidade do trabalhador.

O que sabemos,nossas habilidades e nossa força de vencer não se resume num tom de cabelo.

Começa com cor de cabelo, depois é por tom de pele,

um pouco mais passa a ser pela classe social…

…convenhamos, que sociedadezinha hipócrita.

Leandro Guedes

Comentários

  1. Hedre José disse:

    Você é demais amigo, onde que ia-mos ver realmente preconceito com cor de cabelo! Essa é pra matar… literalmente, isso subiu para as cabeças das pessoas, é o fim do mundo mesmo.

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