Festival vai agitar dança em Manaus
Depois do aclamado Festival Amazonas de Dança, em outubro passado, um novo evento promete movimentar o cenário dessa arte cênica em Manaus. Trata-se do Mova-se Festival: Solos, Duos e Trios, que vai promover, de 6 a 10 de abril, uma mostra de artistas e companhias de dança contemporânea, locais e nacionais, num estacionamento no Centro da cidade.
O Mova-se Festival será lançado oficialmente amanhã, às 17h, na Galeria de Artes do Icbeu (Centro). Na ocasião, será aberto o edital para artistas e grupos locais. As inscrições poderão ser feitas até o dia 26 deste mês (veja Serviço). Dos trabalhos inscritos, cinco serão selecionados para a Mostra Oficial.
Ao todo, o festival vai apresentar 16 espetáculos: cinco locais e cinco nacionais, na Mostra Oficial, e mais seis de grupos convidados. Entre artistas e espetáculos já definidos está o Núcleo Dirceu, dirigido por Marcelo Evelin, também professor da Escola Superior de Artes de Amsterdã, na Holanda.
Outros convidados são Vera Sala, que apresenta a instalação em dança “Impermanência”; e Inês Bogéa, crítica da “Folha de S. Paulo”, que lança em Manaus os livros “Oito ou nove ensaios sobre o Grupo Corpo” e “Contos do balé”.
Pesquisa e novidade
Voltado para manifestações contemporâneas de dança, o Mova-se Festival irá privilegiar trabalhos que invistam em pesquisa de linguagem corporal, uso de novas tecnologias, releituras de estilos e intervenção urbana. “A ideia é fugir do circuito tradicional, sair dos teatros e levar a dança a um lugar mais urbano, como um estacionamento”, explica João Fernandes, diretor geral do evento.
Ele cita como exemplos a intervenção de Vera Sala, que usa aço galvanizado, e o espetáculo “Espaço pra dançar”, que será apresentado num shopping. Já “De-vir”, da Dita Cia, em que os bailarinos se apresentam nus, terá uma récita à meia-noite. “Queremos contemplar o novo”, resume Fernandes.
O Mova-se também investirá no debate acadêmico. “Vamos promover debates, palestras, mostra universitária (com alunos de Dança da UEA) e lançamentos de livros de gente que pesquisa na área”, informa Dyego Monnzaho, coordenador artístico do festival.
Jony Clay Borges
Da equipe de A CRÍTICA
Fonte: A Crítica