Iracema Ferro – Repórter
Os jovens tem muitos sonhos a serem realizados. Alguns deles são viagens, formatura, constituir família, mas outros são ligados a bens materiais, como carros e imóveis. Mas a pouca idade às vezes leva à imprudência. Foi assim como o engenheiro Émerson Pereira.
Aos 21 anos, ele ganhou o primeiro carro do pai, mas julgou desnecessário contratar um seguro para o veículo, um Citröen C3.
“Uma amiga chegou a me oferecer o seguro e eu repeli, dizendo que era gasto desnecessário de dinheiro, uma vez que pagaria durante um ano inteiro e não ia precisar mesmo”, recorda.
Cerca de dois meses depois, Émerson voltava de uma festa e dava carona para dois amigos. Ele perdeu o controle do veículo e colidiu com um coqueiro. Resultado? Perda total.
“Meu pai ficou altamente chateado comigo. Eu me senti muito frustrado. Levei quase dois anos para conseguir comprar outro carro e tive que me contentar com um modelo popular”, revela.
Já a jornalista Láyra Santa Rosa, de 27 anos, não pensou duas vezes antes de contratar seu primeiro seguro. Há três anos, ela investiu suas economias em um Pálio. “Já sai da loja com o seguro. Deus me livre ter um carro sem seguro”, assegura Láyra.
Ela garante que o motivo primordial é o risco de roubo. “A violência está demais e não queria correr o risco de perder o carro que suei para comprar. Outro fator que pesou também foi a possibilidade de acidente”, avalia.
Foi justamente um acidente de trânsito que fez a jornalista por à prova o seguro. “Bati o carro e os gastos foram totalmente cobertos pelo seguro. Se fosse levar para uma oficina, gastaria no mínimo uns R$ 3 mil. Não abro mão de seguro, porque para mim é um investimento, uma garantia de que, precisando, terei a devida assistência”, frisa, comentando que hoje paga cerca de R$ 2,1 mil por ano para ter esta proteção.
Mas nem só de carro vive o mercado de seguro. Há seguro patrimonial, de vida, rural entre outros.
Camilo Rodrigues, de 29 anos, é professor, mas em suas horas vagas não dispensa a prática de esportes radicais, como rapel, tirolesa, mergulho. “Já me arrisquei até em asa delta, durante uma viagem que fiz para o Rio de Janeiro”, lembra.
Ele nunca considerou este tipo de práticas perigosas, até ler notícias sobre acidentes envolvendo bungee jumping. “Os acidentes fatais aconteceram justamente quando minha esposa estava grávida de seis meses. Fiquei com medo de acontecer alguma coisa grave comigo e deixar minha esposa e filho desamparados. Nunca tinha passado pela minha cabeça fazer seguro, mas nesta hora decidi fazer um seguro de vida para não ficar com o peso na consciência, já que sabia que não ia mesmo abandonar os esportes radicais”, explica.
Ele afirma que buscou várias empresas diferentes, até encontrar a que mais se adequava às suas expectativas. “Hoje pago pouco mais de R0 por mês e sei que minha família vai estar bem se algo acontecer comigo”, conta.
Depois do primeiro seguro, Camilo Rodrigues começou a se interessar e encarar o “gasto” como investimento. “Depois do seguro de vida, fiz seguro do meu carro, da casa e incentivo os amigos e parentes a fazerem o mesmo, tanto é que meu irmão e meu cunhado já tem seguro pelo menos do carro”, defende.
