Lendo o blog Psidium Guajava, comecei a pensar sobre a influência do voto. Mas uma pulga ficou detrás da minha orelha. A sociedade mudou, certo! Hoje podemos eleger alguém para nos representar. Mas, há outra questão. A estrutura social estava dividida em três classes; o clero, a nobreza e os vassalos. Até hoje temos exemplos de que os vassalos (o povo) são manobrados pela nobreza e pelo clero. Não é a representatividade de um ou de outro. Vamos pensar um pouco. De quem são as redes de TV, rádio, jornal e revistas que diariamente o povo está ligado? Quase 100% são de políticos.
Como José Sarney existem muitos Brasil a fora. Veja Amazonino Mendes, atual prefeito de Manaus. Amazonino Mendes, natural de Eirunepé (AM), já foi prefeito de Manaus três vezes (de 1983 a 1986, de 1993 a 1994 e 2008 à 2012). Foi eleito governador do Amazonas (de 1987 a 1990) e, na seqüência, senador (de 1991 a 1992). Em 1995, Mendes voltou ao cargo de governador e após o cumprimento do mandato, foi reeleito para a função, permanecendo no cargo por mais quatro anos (de 1999 a 2002).
A massa de manobra que eles criam é quase uma imposição do modo como eles querem. No texto “De espetáculos a cultos” que publiquei aqui em 24 de março de 2008. Discorri sobre os mais de 49 milhões de pessoas que não analfabetas ou analfabetas funcionais e que votam. Entretanto o voto delas segue a manada ou porque o fulaninho deu uma sesta básica.
As TV’s alienam o povo para continuarem seguindo eles. Como uma espécie de Twitter televisivo fazem com que um ou outro político se sobre saia. Na eleição do Collor, se a Globo não editasse o debate o povo tiraria suas próprias conclusões, mas aconteceu o contrário. Ao invés de informar ela direcionou o voto. Todos os dias a Globo e os veículos de comunicação nos direcionam para um caminho que eles querem.
Temos que criar mais blogs, exigir educação todos os dias. Só assim a população brasileira vai poder se orgulhar do seu país e mostrar que pode ser mais que portugueses saqueando o que é dos outros. Como disse a Elisa Lucinda “Só de sacanagem”. Veja abaixo:
“Sei que não dá para mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!”
