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Waldick Soriano no cinema

Patricia Pilar e Waldick Soriano

O Cinema Brasileiro tem crescido em qualidade e número de produções. Desde sua retomada, no pós-Collor, o nível das produções nacionais divide opiniões e deixa definitivamente, sua marca na história audiovisual. Seja em festivais, com prêmios de grande reconhecimento, seja na divulgação de nossa diversidade cultural. O gênero documental vem alçando vôos e conquistando, a cada dia, o mercado competitivo meio às produções ficcionais. Um exemplo disso é o documentário Waldick – Sempre No Meu Coração, produzido em 2007 e dirigido por Patrícia Pillar, atriz brasileira.


Patrícia Pillar mostra no documentário o talento como diretora de cinema, experiência adquirida em muitas de suas atuações em novelas e filmes e a sensibilidade para contar uma história do cenário artístico brasileiro.
O documentário biográfico de 58 minutos conta a história do cantor e compositor Waldick Soriano, grande ícone da musica popular brasileira, que fez uma trajetória de sucesso e se tornou ídolo de sua geração, nos anos 60 e 70. A visão de Patrícia no filme é explicita, no que se refere ao romantismo, às histórias de amor vividas por seu personagem e às 700 canções cantadas e compostas por Waldick.
No inicio do filme vemos a chegada do cantor em sua cidade de origem. Arquivos de vídeo e fotos mostram um homem simples que teve como marca principal cantar o amor, sempre usando roupas e chapéu preto, inspirados em Durango Kid, além dos óculos escuros.
O interessante no filme é a participação dos moradores de Caitité, na Bahia, cidade natal de Waldick. Eles ressaltam a vitória conquistada por seu conterrâneo, sendo que o mesmo saiu como um desconhecido e se transformou num artista famoso.
Um dos pontos marcantes do filme são os depoimentos das ex-mulheres de Soriano. E é esse o momento mais frágil e delicado da história, já que mostra as decepções amorosas e amores mal-resolvidos do personagem.
O documentário possui características relevantes, como a construção audiovisual de um personagem real e a abordagem dos fatos marcantes que norteiam todo o documentário. A diretora não explora a imagem do cantor transformando-o num herói ou mocinho.
Imagens de shows e momentos de intimidade de Waldick se misturam e compõem o cenário imaginário que inspirou a atriz na escolha do tema. A estética do filme é o mais próximo do real e o uso das músicas do próprio cantor completam a obra. Sucessos como “Essa noite eu queria que o mundo acabasse”, “Torturas de amor”, “Cavalgada” e “ Eu não sou cachorro não” compõem a trilha sonora do documentário.
Os fãs que viveram o tempo de sucesso e glamour do cantor, podem se surpreender com as histórias vividas e contadas por ele mesmo, num documentário que traz à tona, mesmo que despretensiosamente, o peso da fama e as peripécias amorosas do eterno ídolo Waldick Soriano.
Recomendo o documentário para os amantes do cinema brasileiro e para os fãs do cantor Waldick Soriano.

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